Tem tempo, muito tempo que eu não passo por aqui. Infelizmente não é porque está tudo tão maravilhoso que eu não tenho mais tempo pra escrever e sim pelo contrário. Pensem na vida em tons de cinza, sem cor, com pouca vida. Depois daquele fatidico dia (o da ultima postagem), a vida foi caminhando, sem amor, paixão, emoções forte, só caminhando. Eu não gosto disso. Eu não sei ser assim, mas eu deixei isso acontecer. 
À uns 19 minutos eu olhei o relógio e estava 00:00, isso lhes diz alguma coisa ? A mim disse. Como naquele dia 31/12/11, que enquanto eu fingia dormir prometi a mim mesma e aos céus e, acima de tudo, pedi ajuda para realizar o pedido que era nunca mais me sentir daquela forma que eu vinha me sentindo à alguns dias. E deu certo... Mas a cor, aquela que eu sempre amei, que eu sempre mostrei, que eu sempre fiz as pessoas enxergarem, ela se distanciou de mim... Como se eu tivesse que ir buscá-la, mas eu realmente não sei aonde ela está... 
E de repente... de repente eu percebo que tudo está dentro de mim. Aquela alegria ao olhar uma criança sorrindo, aquela possibilidade de fazer uma pessoa sorrir e se sentir muito bem com isso, o jeito de olhar pro mar... olhar, suspirar e sonhar... ah, isso não mudou em nada.. O que mudou foi a cor, e agora que eu percebi que essa cor eu mesma terei que pintar, como num desenho infantil, com lápis de cor, giz, ou tinta.. E agora, como um virar de ano, ou um nascer do dia, entendendo que não se entende nada e torcendo para que os lápis de cor que ela usará, nunca apague, borre, ou perca qualquer tom da cor. Como diria Caio Fernando de Abreu: "(...) Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.(...)
Remar.  Re-amar.  Amar."

Está na hora de eu ir nessa barca, está na hora de eu colorir, está na hora de ir.

Por: R.Bandeira às 00:50 - 04/06/2012

Somos quem podemos ser - Engenheiros do Havaí.

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